quinta-feira, 19 de março de 2009

Mais uma vez.


Lá vem ele de novo, esse sentimento sombrio, de que tudo que eu queira não me quer também.
Essa dor é tão comum, deveria ter me acostumado com ela.
Meu olhar paira distante.
Meus olhos ardem, reclamam por não poderem derramar a lágrima da falta.
Falta do que eu nunca tive, mais que parece fazer mais falta do que se eu tivesse e perdesse.
O que era tão perto, agora parece tão distante ...
O que era tão fácil parece tão mais difícil e impossível.
Eu me sinto tão inútil agora.
Me sinto um nada.
Parece que estou em total abandono, e nem a pessoa que mais amo pode me fazer sentir melhor agora.

Choro engolido, quantos e quantos, e quando resolvem sair, me deixam na mais completa e funda depressão, no fundo do poço negro.
Mais essas fraquezas, essas derrotas interiores,me fazem bem depois.
Depois eu me sinto mais forte, e mais fria também, quero gritar e gritar pra todo mundo que eu não me importo com ninguém, e que quero que todos se ferrem.
Mostrar toda minha ira contra mim mesma.
Sair por ai metendo medo em todo mundo, sem me importar com nada.
E não me importaria se não sentissem minha falta.

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