quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Doença sem cura


Aqui estou eu,doente
Não era isso que você queria?
Me ver sangrar, me ver sofrer
Você não queria uma vingança?

Agora a doença me consome
A mesma doença que eu despertei em você
Por não corresponder seus sentimentos em papel
A diferença é que estou doente pelo mesmo motivo,mesma causa
Não me correspondo

Eu até quis chamar seu nome
Ver se você me enxergava ou era apenas um oásis
Mas você estava mais cego que uma toupeira
Eu ceguei você
Furei seus olhos com um graveto
Graveto da minha árvore

Sempre estou cegando todos
Sempre sou o lado B da atração
Ao olhar,se atrai
Mas quando se aproxima,te empurra

Eu cresci assim
Com essa negatividade
Mas eu não perdi minhas esperanças
Mas ainda não foi dessa vez

Minha doença tem voz mansa
Não faz o sol brilhar
Mas sempre que chove,conforta
Sempre que dói,aperta
Sempre que eu olho,afasta

Me afastou de você
Me afastou de mim
Me afastou de um mundo
Mas eu até me sinto bem,isolada

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