sábado, 21 de agosto de 2010

Sobre o seu silêncio


Túnel sem luz no final
Fios de cabelo pelo chão
Boca seca, pálida
Olhos molhados
Estou arrasada

Pés no chão
Roupa rasgada
Sujeira consumindo meu corpo
Minha alma
E a doença comanda meu ser

E o amor
Eu nem sei o que é
Que gosto tem
Minhas unhas estão cravadas
Em uma ideia de vida parada
Sem cor

E a dor
Eu sei bem o que é
Apesar de esconde-la
No meu travesseiro
Antes de dormir
Despejo meu desespero
No meu travesseiro
Antes de sonhar

Andar pelas ruas
O que mais faz sentido?
Manter essa máscara
De pessoa bem sucedida
De bem com a vida
Cheia de falsos queridos

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