segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Casulo


Presa em meu casulo.
Nada pode me tocar, nada pode me assustar.
Um lugar fechado e empoeirado.
Um vazio na alma.

Presa em meu casulo.
A chuva não vai desfazer o rosto.
A água não vai tirar o gosto.
O sol não vai queimar a pele.

Presa em meu casulo.
Só eu e alguns vultos.
Dividindo uma solidão.
Esperando a luz do sol.

E nela, novos caminhos, novas esperanças.
Ou apenas feixes de luz do que é a vida lá fora.

Presa em meu casulo.
Uma forma de confinamento.
Obrigatoriamente opcional.
Abrigo nuclear.

Talvez eu não seja desse planeta.
Talvez eu seja de outro lugar.
Das nuvens, das águas, de Marte.
Da lua e das estrelas.
Dos meteoros, dos cometas.
Da ideia de ilusão que o universo nos passa.

Um comentário:

Fabi disse...

um casulo... distante do mundo...
poema lindo...
me segue e me visita sempre?
eu prometo que retribuo!