terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

O abrir dos olhos


Passos claros em uma rua vazia
Passos mais rápidos e cada vez mais
Fugindo da própria sombra
Com medo do próprio eu

O terror que ronda a cidade
Que prevalece sobre os inocentes
Fuja dos demônios da estrada
Perseguidores dos viajantes

O prisma quebrado foi reintegrado
Os olhos se abriram
Fogo e ruína
Por toda a parte

Correr
A destruição que consome
Não escolhe nível
Classe, inteligência

A purificação
Suja e repugnante
Só os escolhidos sobreviverão

O arco-íris foi quebrado
As lições foram queimadas
Não há nada a fazer
Os olhos estão abertos

E eu consigo ver
Eu posso ver o fim
Um início vazio
Um frio consumista

Não espere pela morte
Ela já te espera
Não espere a redenção
Ela não te esmera

Não mate por eles
Não una-se a eles
Não mate pra sobreviver
Não esqueça quem é

Não se dê por vencido
O mundo perdido
Não vai te acolher

Não fique em risco
Não finja que isso
Nunca chegará a você

Sua alma
Seu espírito
Tudo que eles querem

Seu sangue
Seu coração
Objeto de desejo
Das almas da escuridão

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