domingo, 25 de setembro de 2011

Eu acredito na angústia das lágrimas que escorrem dos meus olhos
Eu acredito na dor que sinto no meu corpo, no vazio da mente
Não acredito nos contos de amor e felicidade
Tudo não passa de uma ideia mesquinha de perfeição

Eu não acredito no seu romantismo hipócrita
Não negue que você não age como pensa
Eu não acredito nas suas palavras tortas
Escritas em linhas tão perfeitas

Mas esse meu egoísmo me devora
E por mais que eu tente ir embora
Meus sonhos me fazem ficar e sofrer
Imaginar o que podia ser com você
Mas o que eu tenho agora?
Nada mais que a ilusão

Eu não dou corda ao meu coração
Mas ele, que insiste em bater
Bate tão forte ao ponto de rasgar meu peito
Molhar meu leito com água que escorre da alma

Por que cada vez que eu tento me aproximar
Mais eu me distancio, o magnetismo não acontece
Talvez eu também seja do lado norte desse imã
Talvez não seja nessa linha que eu tenho que escrever
Talvez a dor que brota em mim seja nula em você

E eu que choro as tristezas futuras
Encontrarei um dia a explicação?

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