terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Tão doce. Tão inocente. Tão fácil.
Quem poderia imaginar? Foi tão rápido e certeiro.
Nada do esperado para um primeiro domínio.
Ela, ofegante. Tinha sede de um seio vazio
Onde pudesse depositar todo seu carinho.
Mas o que esperar de um coração valente?
As cicatrizes não deixam apenas marcas, mas também a insensibilidade.
Suas lágrimas ainda eram tão doces, seus anseios ainda eram tão sutis.
Berço para hostilidade de um peito rasgado pelas dores.
Mas o que mais resta a ela a não ser esperar?
Seu livro, que não tem tantas páginas, escreve começos, não finais.
Suas vontades parecem não ter controle, seus caminhos ainda não foram traçados.
Se o homem faz da mulher a visão do pecado, ela era, então, o pecado da luxúria.
Obtê-la, usa-la, satisfazer-se. Eis o que ocorria.
O guerreiro tem medo do que encontra no caminho do campo de batalha.
Mas o que achara não era de perigo, não era defeso, era tão puro quanto imaginara ser.
Eis que a dor de seu peito já tão doentio, não deixou que ele enxergasse 
A inocência que ali encontrara. Prestes a mata-la, prestes da captura-la. 
Sua armadilha não era tão eficaz, mas sua presa era indefesa. 
Eis que se encontra em cativeiro. Esperando ver na luz da janela, a sombra do bravo guerreiro
Que ainda não sabe o que fazer com a criatura capturada.

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