O som dos passos começava a brotar. Apressados, eles subiam as escadas. Cada degrau em ritmo rápido. Pés ansiosos, barulhentos. Ofegante, ele subia por cada andar enquanto sentia os minutos passarem. Sem falar, sem olhar pros lados ou pra trás. Ele queria chegar. Sabia que era esperado com ansiedade. Chegando no andar desejado, ele olhava apenas para uma direção: 212 era o número do apartamento. Ele então procurou as chaves em seu bolso, como se fossem chaves mágicas para a realização dos seus sonhos, dos seus desejos. Quando tinha a chave em mãos, ele então poderia abrir a porta. Mas por um momento ele parou. Parecia ter receio. Tinha medo nos olhos. Uma indecisão o tinha tomado. Colocou as mãos na cabeça, enquanto sentava em um dos degraus da escada. Pensou por uns segundos e então mirou novamente a porta 212. Dessa vez havia certeza em seus olhos. Foi quando ele se viu diante da porta e já com a chave à fechadura, ele a abriu...
segunda-feira, 20 de janeiro de 2014
Sentada no sofá, ela esperava as horas passarem ... olhando pro relógio, vendo seus ponteiros maiores correndo apressados, quase ofegantes tentando completar cada minuto. O ponteiro menor, andando lentamente, saboreando em sua caminhada tranquila, cada marcação do tempo. Esse tempo que não passa, que poderia ser contado em cada vez que ela cruzou as pernas, em cada vez que ela bocejou enquanto olhava pela janela... olhava o sol que entrava forte, intenso, trazendo luz ao ambiente fechado de seu apartamento, que alimentava seu desejo mas também era parte de seu receio. "- Aonde estará?" ela pensava, folheando a revista de novelas da tv.
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