Ela vem assim
Silenciosa, sorrateira
Sobe pela espinha
Te agarra pelo pescoço
Te sufoca aos poucos
Dois braços fortes me envolvem
Não são braços do amor
São firmes e resistentes
Envolvem a minha garganta
Mas esses braços não tem pena
Não são braços celestiais
Eles sufocam aos poucos
Não apressam meu fim
Aos poucos o ar vai embora
O sangue nem circula mais
A cabeça fica tonta
Os lábios, roxos
Mas quando falta tão pouco
Tão pouco pra me deixar ir
Eles folgam
E tudo que fica é a dor
Meu peito então aperta
Meu coração já não sabe bater
O corpo cai em profunda fadiga
Enquanto chora pelos poros
Um dois,
Umdoistrês
Sem intervalo
Eu intercalo
As tristezas de não controlar meu ser
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