Todo dia cai um pedaço.
As vezes eu passo, esbarro
Cai barro
Sujo as mãos de rubro
As vezes eu durmo
Acordo
Tem retraço
Às vezes eu faço
De conta
E disfarço
Todo dia cai um pedaço.
Tem areia, tem telha
Tem teto
Tem parede
Que não dura
Um mês de março
Todo dia quebra um pouquinho.
Na porta, no chão
No terraço
Se bater vira entulho
Se chutar dá embrulho
Mas se ficar...
Todo dia quebra um pouquinho.
Às vezes rápido
As vezes devagarinho
As vezes não sobra um só restinho
Quebrado, bem miudinho
Apertado e arrochadinho
Está meu coração
As fendas que enfeitam as paredes são a porta se abrindo.
Para o fim do começo.
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