quarta-feira, 19 de abril de 2023

Long time no see

 Como eu amo e odeio 

Amo - a ponto de sentir doer o corpo, na falta 

Odeio - cada parte disso que não me era necessária


Não era o tempo, não! 

Não era o tempo de florescer

Nem botões na roseira haviam brotado 

Como pode nascer algo forçado? 


Agora o tempo é toda hora

A qualquer momento

Não tem mistério só conhecimento

Um caminho de águas escorrendo 


Mas o agora também é tempo 

E no tempo tudo cabe 

E não cabe ao mesmo tempo 


Endurece, enrijece

Quem disse que não cresce? 

Corpo e mente no mesmo passo 

Compasso e velocidade


A cabeça explodindo

Cores num labirinto 

Mas há sombras também 

Sombras pelo caminho 


Nesse encontro atemporal 

Ação e pensamento 

Lembranças distantes e de momentos 

Que as vezes nem foram perfeitos


No final é só mais um corpo 

Na carne, o desejo 

Jogada na cama com um rio que inflama 

As vergonhas e dores no meu peito 








Nenhum comentário: